domingo, maio 3

sobre os feriados mais recentes - post com atraso

esta coisa de ser emigrada faz com que seja fácil esquecer que é feriado (não porque é que é feriado), até porque é esperado que se esteja a trabalhar. a verdade é que estar longe tem a vantagem de não se ter de ver as entrevistas deprimentes aos jovens que não sabem o que se celebra no 25 de abril ou saber que determinados candidatos quase que levaram um arraial de porrada no dia 1 de maio. e até esquecer que em santa comba dão houve porco no espeto e inauguração de uma praça com o nome do senhor que caiu da cadeira. 
tudo isto para dizer, que mesmo que não acorde com esta música (quase que não se classifica como música) na cabeça, são sempre pequenos trechos que lembro no decorrer desses dias (como por exemplo, quando a florista não tem cravos, porque isso é flor de funeral e só por encomenda).

aqui pode-se entrar no fmi do josé mário branco. e aviso as almas sensíveis que além de panfletária é igualmente depressiva. 

(pequeno aparte, fiquei a saber que no auge do anti-comunismo aqui nos eua, o 1 de maio era o loyalty day! o dia do trabalhador é celebrado em setembro, não sei em que dia porque é suposto que vá trabalhar)

5 comentários:

  1. :O passei a semana a ouvir isto!

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  3. e o zé mário a dizer que algumas partes do texto poderão já não ser muito actuais (em mil novecentos e carqueja!)... Ah, nada mais actual que o FMI, caraças!

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  4. hã hã, então foi esta a tua banda sonora da semana (ele já foi barbudo e tudo).
    diria que as únicas coisas não actuais são os nomes dos intervenientes políticos.
    eu gosto da parte dos "cabrões de vindouros..." e de gritar "lourosa, lourosa, marrazes, marrazes".

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  5. eheheh, também gosto muito do "cabrões de vindouros". Sempre a merda do futuro...

    (eu aproveitei para gritar "quero ser feliz porra! quero ser feliz agora!")

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