quarta-feira, março 25

da sanidade mental -

o coleguinha do laboratório do lado tem aos berros, há pelo menos 3 horas, o que calculo ser a céline dion ucraniana. até procurava algum vídeo para ilustrar, mas ninguém merece ter de ouvir isto. 

como precisava de reaver parte da sanidade mental, vim fechar-me no gabinete e ouvir que costumo ouvir quando estou a trabalhar até tarde. desconfio que haja vídeos do 3º andar, comigo a cantarolar e a dançar ao som do 


Barco Negro 
David Mourão-Ferreira

De manhã, temendo, que me achasses feia!
Acordei, tremendo, deitada n'areia
Mas logo os teus olhos disseram que não,
E o sol penetrou no meu coração.

Vi depois, numa rocha, uma cruz,
E o teu barco negro dançava na luz
Vi teu braço acenando, entre as velas já soltas
Dizem as velhas da praia, que não voltas:

São loucas! São loucas!

Eu sei, meu amor,
Que nem chegaste a partir,
Pois tudo, em meu redor,
Me diz qu'estás sempre comigo.

No vento que lança areia nos vidros;
Na água que canta, no fogo mortiço;
No calor do leito, nos bancos vazios;
Dentro do meu peito, estás sempre comigo.

cantada pela
amália.

e tinha guardado esta música para um post sobre como sinto falta de favas com chouriço, morcela da beira e que tais. para verem como a céline ucraniana me deixou descolocada. 
sinto que há agora uma techo no ar. argh

1 comentário:

  1. ó minina!
    antes teres vídeos a dançar como a maré que a chorar música dos barcos que afundam....
    tu resiste e em último caso diz que te mando um salpicão barrosão pela fed-express!

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